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INOVAÇÃO

Manifesto Autárquico

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Entendemos que a inovação deve ser utilizada como uma ferramenta fundamental para a resolução problemas que prejudicam a concretização de direitos, entre os quais o direito à habitação digna, evitando situações de pobreza energética, à mobilidade e a um ordenamento do território eficiente, privilegiando um uso do território que otimize serviços públicos e reduza o custo que que estas ineficiências imputam à aproximação aos objetivos de sustentabilidade ambiental.


A grande população de estudantes universitários de Lisboa representa uma oportunidade na criação de uma economia de inovação para a cidade.  Para tal, é necessário dar resposta aos vários problemas encontrados pelos estudantes em Lisboa. Entre estes, destacam-se os elevados custos de habitação na cidade, situações de ineficiência na gestão de transportes públicos que ligam Lisboa a outros concelhos da Área Metropolitana, entre outras questões com um impacto transversal e que serão apresentadas nas respetivas áreas temáticas do presente Manifesto.


No entanto, cumpre desde já sublinhar esta dependência mútua entre uma melhor capacidade de inovação da população e a capacidade de garantir direitos e oportunidades, pugnando por uma visão completa da economia que ao invés de isolar uns e outros na definição de uma estratégia para a cidade, potencie e valorize os contributos de todos.


Para estimular a inovação e garantir que as boas ideias continuam a ter espaço de se consolidar e crescer através da cidade de Lisboa, propomos:


 

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  • Criar um Cluster Regional da Área Metropolitana de Lisboa;


Implementar um Centro Regional para a Competitividade, que se afirme como uma plataforma agregadora de conhecimento e competência, constituída por empresas da região de Lisboa, representantes dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa e da StartUp Lisboa. Este cluster poderá ser essencial para fomentar sinergias na partilha de know-how no tecido empresarial, e para a promoção de parcerias ao longo da cadeia de produção.

 

  • Dinamizar parcerias entre a StartUp Lisboa e estabelecimentos de ensino;


Procurar reforçar as parcerias existentes entre as StartUps e os estabelecimentos de ensino, através de projetos de investigação conjunta, promoção de estágios e partilha de conhecimentos técnicos.

 

  • Criar um Digital Innovation Hub (DIH);


Um Digital Innovation Hub consiste numa plataforma de inovação digital que visa prestar apoio às empresas para a automatização e incorporação de tecnologias disruptivas. Os DIH procuram assessorar as empresas na escolha das tecnologias mais adequadas para cada negócio, dar formação específica e suporte técnico na incorporação tecnológica, encontrar os melhores fornecedores para as soluções, e dar acesso a redes de canais de investimento (fundos privados e públicos).

 

  • Programa de capacitação de jovens empresários e pequenos gestores;


A qualidade dos gestores constitui um elemento central para que as empresas consigam adaptar-se ao processo de transição digital e à concorrência internacional, com especial relevância na adaptação dos modelos de negócio em resposta ao atual contexto pandémico. Surge assim a necessidade de implementar um programa de formação dedicado à literacia financeira, disponibilizando ferramentas para uma gestão mais estruturada e melhores planos estratégicos e decisões de investimento.

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  • COVID-19 - Apoiar a reconversão e reestruturação empresarial;


Programa de apoio à reconversão de empresas essencialmente exportadoras, de setores tradicionais, ou mais dependentes das atividades turísticas, e, por isso, mais afetadas pela atual conjuntura. Se não for possível reconverter a atividade, deverá ser prestado apoio à reestruturação das empresas.

 

  • Melhorar a gestão de dados;


Com o intuito de continuar a melhorar o desempenho da cidade, a obtenção e análise de dados provindos de agentes económicos, institutos especializados, instituições de ensino superior e centros de investigação são uma mais valia para alcançar uma maior eficiência na utilização dos recursos. Assim, a criação de uma plataforma agregadora deste tipo de informações e dados.

 

  • Investir na investigação académica;


De modo a aumentar a capacidade de investigação das universidades de Lisboa, assim como fazer um uso mais eficaz destas na resposta às várias necessidades locais, propomos o lançamento de um fundo municipal destinado a apoiar projetos de investigação em temas relevantes para o município, tais como gestão de resíduos, eficiência energética, projetos comunitários de produção de energia renovável, habitação, urbanismo, entre outros. Para o efeito, seria constituída uma equipa formada por professores catedráticos e técnicos especializados indicados pela CML, garantindo um colégio de júri idóneo para a atribuição dos apoios do fundo.

 

  • Apoiar empresas inovadoras na área da mobilidade;


Criar um fundo para a adoção de políticas e implementação de projetos com o objetivo de concretizar os princípios e valores constantes no Pacto de Mobilidade Empresarial para a cidade de Lisboa. Só poderiam receber este apoio empresas que já aderiram ou venham a aderir aos compromissos estabelecidos neste Pacto.

 

  • Alargar a abrangência nos apoios estatais a StartUps jovens;


Muitas medidas têm sido implementadas pela Startup Lisboa para fomentar o empreendedorismo. Porém, há uma lacuna em apoios a projetos em fase de entrada inicial no mercado. Estes acabam por ficar de fora do Startup Voucher, que só apoia projetos muito embrionários, e também do Incubation Voucher, cuja utilização é não só condicional, como assume que a empresa já tem alguma liquidez e conforto financeiro. Considerando que nestas fases as empresas são ainda muito frágeis, parece fundamental garantir o aproveitamento de mais ideias inovadoras através de um apoio específico à fase de entrada no mercado.

 

  • Reduzir barreiras no acesso a recursos públicos;


Um fator muito relevante, e que exige atenção imediata, é a excessiva burocracia que pauta a comunicação entre os particulares e a Administração Pública. Os processos do Estado são de longe os mais lentos e desmotivantes. As candidaturas à Portugal Ventures são muito mais morosas que qualquer outra Venture Capital, devendo ser simplificadas.

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